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Panorama da região de Teófilo Otoni é divulgado pela FJP

A situação da Região Geográfica Intermediária foi traçada a partir do Índice Mineiro de Responsabilidade Social

A Fundação João Pinheiro (FJP) divulgou, nesta quarta-feira (22/4), a situação da Região Geográfica Intermediária (RGInt) de Teófilo Otoni segundo o Índice Mineiro de Responsabilidade Social (IMRS).

Segundo o informativo, a RGInt de Teófilo Otoni possui grau de carência em termos do IMRS notadamente superior ao do estado: 37,2% de seus municípios são considerados carentes por esse índice, enquanto, no estado, 25,7% dos municípios se encontram nessa situação.

Na dimensão saúde, a região possui, por um lado, grau de carência superior ao do estado em quatro de oito indicadores, destacadamente em dois: proporção de óbitos por causas mal definidas e proporção de internações hospitalares por condições sensíveis à atenção primária. Por outro lado, o grau de afluência é superior ao do estado em cinco indicadores, com destaque para três deles: taxa de mortalidade por câncer de colo de útero na população feminina, proporção da população atendida pela estratégia de saúde da família e taxa de mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis. Ressalta-se a grande cobertura do programa saúde da família na região: em quase dois terços (61,6%) dos municípios, 100% da população são atendidos; em apenas 9,3% dos municípios, o percentual de atendimento é inferior a 84,2% da população.

De acordo com a análise, dos nove indicadores que compõem o índice da dimensão educação do IMRS, em seis deles o grau de carência da RGInt é mais que o dobro do estado, e o grau de afluência, muitas vezes menor. Esses indicadores apontam para uma situação bem pior na região em relação ao estado, no tocante à adequação idade-série dos alunos que frequentam o ensino básico e à qualidade da educação nesse nível de ensino, apesar de a RGInt apresentar situação relativamente melhor em termos de atendimento escolar e de adequação da formação dos docentes do ensino fundamental.

O índice da dimensão vulnerabilidade é formado a partir de dez indicadores  e em apenas três deles o grau de carência da RGInt de Teófilo Otoni é menor que o do estado: desenvolvimento do Conselho Municipal de Desenvolvimento Social, desenvolvimento de Centros de Referência da Assistência Social e desenvolvimento do Centro de Referência Especializado em Assistência Social. Nos demais indicadores, baseados nas informações do Cadastro Único e da Relação Anual das Informações Sociais (Rais) e relacionados com pobreza, analfabetismo e emprego, os graus de carência são bem superiores na RGInt, e os graus de afluência, nulos ou quase nulos.

O estudo, disponível no site da FJP, também contempla as dimensões segurança pública; meio ambiente/saneamento/habitação; e esporte/cultua/lazer.

Também já estão disponíveis os informativos com a situação, segundo o IMRS, das RGInt de Belo Horizonte e de Montes Claros.

IMRS – Desde 2004, a Fundação João Pinheiro calcula, bianualmente e para todos os  municípios de Minas Gerais, o Índice Mineiro de Responsabilidade Social (IMRS), cuja última versão é de 2016. Nesse ano, o IMRS contemplou 44 indicadores, construídos a partir de registros administrativos e distribuídos em seis dimensões: educação, saúde, vulnerabilidade social, segurança pública, meio ambiente/saneamento e cultura/esporte/lazer. Para cada dimensão é calculado um índice sintético e o IMRS corresponde à média ponderada desses seis índices. As dimensões educação e saúde têm peso maior, de 20% cada; as demais, de 15%. O IMRS e os índices que o compõem podem variar de zero a um; quanto maiores, melhor é a situação do município.

Conheça a plataforma do IMRS, em que é possível consultar mais de 700 indicadores e também o perfil dos 853 municípios mineiros: www.imrs.fjp.mg.gov.br.